Outubro. O estranho mês de outubro chegou e eu não alcancei a minha maior meta do ano: você. É, mais importante que a merda do vestibular.
E eu que inutilmente cheguei a pensar que até outubro estaríamos juntos, mas graças a minha determinação e encanto invejáveis não foi isso que aconteceu. Vai fazer um ano que eu te vi pela primeira vez, naquele bar, e foi tão feliz. Mas depois daquele dia e alguns meses depois eu nunca quis nada demais com você , nunca mesmo, a não ser te ouvir, até porque eu não te conhecia direito, na verdade ainda não conheço, não tanto quanto eu queria. Não lembro a data precisa, mas depois de certo tempo eu precisava cada vez mais falar com você, ou simplesmente te observar de longe. Inventava desculpas pra lhe dirigir a palavra e ficava tão vez quando você vinha, espontaneamente, falar comigo, independente do assunto.
Chega a ser bizarro quando passava pela minha cabeça que você queria alguma coisa comigo também. Ai, que estupidez a minha. Mas era tão bom te encontrar, na rua, na Universidade, ou em qualquer outro lugar. Só sei que eu passei a lhe desejar durante dias, meses, até mesmo nas minhas raras preces. De vez em quando eu sentia até raiva de você, pois quase sempre eu te observava conversando com outras pessoas e pensava: ‘ai, era pra você ser meu’. E não foi. Não até o mês de outubro, como eu tinha projetado na minha cabeça.
E agora, que já é quase novembro, não sei o que vai acontecer. Você conheceu aquela garota que te faz um bem gigantesco, e eu fiquei aqui, sozinha. As minhas esperanças definham, não completamente. Tentei gostar de outras pessoas - outras pessoas, por incrível que pareça,gostaram de mim – tentei esquecer você e essa paixão platônica, inocente, fantasiosa, mas não foi possível. Muito menos, não consigo deixar de ter a terrível sensação de culpa por você não estar comigo agora, pois eu não estava quando, de certo modo, você desejava que eu estivesse. E sinto que mesmo se eu estivesse, o meu jeito tímido e sem sal nenhum de ser não atrairiam a tua atenção, embora você faça questão de puxar assunto comigo, o que ainda me deixa confusa.
Enfim, semana que vem eu vou te rever depois de meses. Que estranho, você mora aqui do lado e é incrivelmente difícil a gente se encontrar. Mas espero que seja um bom encontro e vai ser, pois eu fico feliz quando te vejo. Será uma espécie de despedida nossa desse ano que me consumiu (pois provavelmente não te verei até meados de dezembro), e quem sabe nesse encontro aconteça alguma coisa,(talvez eu diga algo sobre isso que eu to escrevendo agora...e você riria de mim) embora eu acredite que a sua garota vai estar lá, o que me entristece.
Mas quem sabe no ano que vem as coisas mudem e você ainda possa ser meu. O outubro não precisava ser esse de 2007, pode ser o de 2008, não sei, já que em 2008 provavelmente nós nos veremos muito mais, e decerto eu conhecerei outros caras, que possam me encantar tanto quanto você me encantou, mas de modo correspondido. Eu to falando como se soubesse de algo, sendo que a verdade é outra. Mas reconheço que estou disposta a te amar, e é sério.
E eu que inutilmente cheguei a pensar que até outubro estaríamos juntos, mas graças a minha determinação e encanto invejáveis não foi isso que aconteceu. Vai fazer um ano que eu te vi pela primeira vez, naquele bar, e foi tão feliz. Mas depois daquele dia e alguns meses depois eu nunca quis nada demais com você , nunca mesmo, a não ser te ouvir, até porque eu não te conhecia direito, na verdade ainda não conheço, não tanto quanto eu queria. Não lembro a data precisa, mas depois de certo tempo eu precisava cada vez mais falar com você, ou simplesmente te observar de longe. Inventava desculpas pra lhe dirigir a palavra e ficava tão vez quando você vinha, espontaneamente, falar comigo, independente do assunto.
Chega a ser bizarro quando passava pela minha cabeça que você queria alguma coisa comigo também. Ai, que estupidez a minha. Mas era tão bom te encontrar, na rua, na Universidade, ou em qualquer outro lugar. Só sei que eu passei a lhe desejar durante dias, meses, até mesmo nas minhas raras preces. De vez em quando eu sentia até raiva de você, pois quase sempre eu te observava conversando com outras pessoas e pensava: ‘ai, era pra você ser meu’. E não foi. Não até o mês de outubro, como eu tinha projetado na minha cabeça.
E agora, que já é quase novembro, não sei o que vai acontecer. Você conheceu aquela garota que te faz um bem gigantesco, e eu fiquei aqui, sozinha. As minhas esperanças definham, não completamente. Tentei gostar de outras pessoas - outras pessoas, por incrível que pareça,gostaram de mim – tentei esquecer você e essa paixão platônica, inocente, fantasiosa, mas não foi possível. Muito menos, não consigo deixar de ter a terrível sensação de culpa por você não estar comigo agora, pois eu não estava quando, de certo modo, você desejava que eu estivesse. E sinto que mesmo se eu estivesse, o meu jeito tímido e sem sal nenhum de ser não atrairiam a tua atenção, embora você faça questão de puxar assunto comigo, o que ainda me deixa confusa.
Enfim, semana que vem eu vou te rever depois de meses. Que estranho, você mora aqui do lado e é incrivelmente difícil a gente se encontrar. Mas espero que seja um bom encontro e vai ser, pois eu fico feliz quando te vejo. Será uma espécie de despedida nossa desse ano que me consumiu (pois provavelmente não te verei até meados de dezembro), e quem sabe nesse encontro aconteça alguma coisa,(talvez eu diga algo sobre isso que eu to escrevendo agora...e você riria de mim) embora eu acredite que a sua garota vai estar lá, o que me entristece.
Mas quem sabe no ano que vem as coisas mudem e você ainda possa ser meu. O outubro não precisava ser esse de 2007, pode ser o de 2008, não sei, já que em 2008 provavelmente nós nos veremos muito mais, e decerto eu conhecerei outros caras, que possam me encantar tanto quanto você me encantou, mas de modo correspondido. Eu to falando como se soubesse de algo, sendo que a verdade é outra. Mas reconheço que estou disposta a te amar, e é sério.
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