segunda-feira, 2 de junho de 2008

Lugar-comum

Eu te amo assim, calada, na minha e sem vacilo.
Eu te amo pelo subsolo, pelas escadas, nunca pelo elevador.
Eu te amo sem sons, muda, cega, surda.
Eu te amo dentro de uma caixa com cadeado.
Eu te amo na reserva, na retaguarda, pelos cantos.
Eu te amo como um animal noturno, como pessoas que não querem sofrer novamente.
No mais, eu te amo.

2 comentários:

Tiago Duarte Dias disse...

já passei por isso, é ruim e dolorido. e vc fez um belo poema a partir disso.

Lawrence disse...

Às vezes agente encherga abismos, mas não encherga as pontes. E morre achando que nunca poderá atravessar. Pode ser que nada tenha do outro lado. Ou pode haver tudo. Mas você só vai saber se tentar.