O céu mais estrelado
A rua mais deserta
O coração mais vazio
E esse silêncio chato
Lamentam, lamentam
Os dedos frios dessa madrugada.
O carros passam pingados
Os poucos mendingos recolhem lixo
E a garoa cai, bucólica
Aos poucos, aos poucos
Essa madrugada morta
Me mata de sono
Me mata de tédio
quarta-feira, 4 de março de 2009
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2 comentários:
Considero o silêncio a mais bela
musica. O vazio e a escuridão
compõe a mais bela das imagens.
As mais belas palavras são
aquelas que não são ditas, nem pensadas. Tudo que agente faz, é simplismente uma tentativa de aproximar a perfeição do NADA. O momento em que exato em que agente se entrega ao sono e desiste, apaga, é um ensaio pra morte. Penso que é a mente querendo morrer, diariamente. Até que um dia ela consegue.
Pelo menos se vê menos desespero na madrugada que durante o dia por haver menos pessoas. A correria é menor e o tempo passa mais devagar. Tudo parece melancôlico, quando na verdade, a verdadeira melancolia ocorre numa fila de banco as 11h, com sol a pino; entre outros exemplos.
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