quarta-feira, 4 de março de 2009

Um trecho.

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O que seria esse amor,o fruto que pereceu, se desmanchou entre mãos áridas e abandonou corações?Tentou sentir, não era possível: com as raízes podres os sentimentos não se renovem, o toque não faz sentido. Mas aquela imagem tão clara e quase perfeita de um ser humano cristalizou, eternizou. Não tente questionar uma imagem criada com doçura, pureza e esperança, pois para quem ama, essa imagem ultrapassa os pensamentos, por mais que não venha a concretizar. A fuga é a própria mente que idealizou o amado, que tenta não se preocupar com o que é externo e canalizar essa derrota não declarada com criatividade, mas sem sucesso. Quanto mais se tenta não pensar, se pensa. E chora, mais por dentro que por fora, mantém esse segredo pesado até que a aparente força se perca. Se pudesse escolher entre amor e sabedoria, escolheria o amor da mesma forma...pois mesmo não correspondido, é tudo que o mantém vivo.
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2 comentários:

Lawrence disse...

Ou ri de si mesmo (desespero?). Parafraseando Clarice: "que eu possa viver com o nada, e me sentir plena de tudo."

Tiago Duarte Dias disse...

eu também escolheria o amor. te faz mais completo e menos triste.